«Happiness is not a state to arrive at, but a manner of travelling.»

Sábado, 3 de Setembro de 2011

até já, com a lágrima no canto do olho.

Sabem, existem momentos da nossa vida em que temos que deixar partir quem mais queremos - o que mais há de nós. Existem momentos da nossa vida em que simplesmente temos que tomar uma decisão e depois arcar as consequências da mesma, por mais difícil que seja. Hoje é um desses momentos difíceis. Hoje é o momento em que a minha decisão se toma, ao fim de muito pensar: deixar este blogue.
Passaram-se dois anos e meio desde que o criei. Criei-o em espécie de refugio, nunca pensei que fosse ter a dimensão que tem, escrevia todos os dias não conseguindo por vezes acabar o dia sem o fazer, agora dou comigo a não conseguir escrever nele. E porquê? Boa pergunta, não sei. 
Estou-vos a ser o mais sincera possível. Custa-me mais que muito deixar este espacinho, já tive aqui textos que escrevi a chorar (tantos textos destes) e tive comentários que me deram as maiores alegrias. Mostrei aqui todos os meus medos, todas as minhas paixões e claro toda a minha vida. Viram-me cheia de energia, viram-me no chão. Este blogue, não é só um blogue é também uma grande parte da minha vida. Mas, como comecei dizendo que existem momentos de opção, momentos que depois se transformam em novas etapas. Esta é uma delas. Este momento, este mês, estes dias, sinto que são momentos de mudança, momentos de luta; não fosse eu só neste mês sair de casa, entrar na faculdade e começar a viver num mundo totalmente novo. 
Contudo não é só por isso que sei que é uma época de mudança. Durante estes anos em que escrevi neste secreto ritual, mais do que escrever para os outros, escrevia para mim, cresci comigo mesma, pus aqui opiniões que foram amadurecendo e cravaram-se na minha personalidade. Este blogue, é a minha personalidade - é tanto do meu recheio. Conheci por ele, pessoas magníficas, pessoas que carrego no coração e na caneta. Conheci outras naturezas. Agora, falta conhecer o resto, falta dar a conhecer o resto. Está na altura de entrar em novos projectos. E assim, com a lágrima no canto do olho e um enorme aperto no coração me despeço. Um grande até já, meus raios de sol, meu secreto ritual. Obrigado por tudo. Vai haver sempre um bocado de "m.sunshine em mim".

Com todo o sol, m. sunshine.

Sexta-feira, 2 de Setembro de 2011

positive mind #

ɐɯıɔ ɐɹɐd ɐçǝqɐɔ ǝp ɹǝʌıʌ ɐ ɹǝpuǝɹdɐ soɯɐssod ǝnb ɐɹɐd 'oxıɐq ɐɹɐd ɐçǝqɐɔ ǝp ɐpɐɔoloɔ é ɐpıʌ ɐssou 'sǝzǝʌ sɐ.

Quinta-feira, 1 de Setembro de 2011

“Se a vida é uma estrada é uma estrada sempre a subir”

Sabem que mais? Não vão haver situações que sejam sempre fáceis. Se até agora pensaram que alguma parte da vossa vida ia ser constantemente fácil, lamento dizer, mas enganaram-se bem. Não vai haver nada na vossa/nossa vida que seja sempre fácil; pode parecer que é, mas sinceramente nenhum caminho se releva constantemente fácil. Reparem que até o respirar se pode tornar difícil nalgum momento da nossa vida. Se queremos atingir alguma coisa – mesmo que seja uma respiração perfeita – são necessários esforços.
E às vezes mais do que o esforço da determinação, ou o esforço da luta; existe o esforço de estarmos sozinhos. Vão haver lutas, umas mais pequenas, outras maiores, que vamos ter que simplesmente faze-las sozinhos. Sem ninguém. É que sabem, às vezes a vida dá mais voltas que um carrossel, faz-nos sair do nosso lugar e quando saímos (embora a normalidade seja voltar ao carrossel), apercebemo-nos que andar às voltas não é bem o nosso caminho e, como já dizia a Susanna Tamaro: “Se a vida é uma estrada é uma estrada sempre a subir” e aí temos que lutar contra tudo o que nos puxa de volta para o carrossel sem esperar um mínimo empurrão.
E os amigos? E a família? E as pessoas que sempre pensamos que estivessem lá para nós? Bem, às vezes não vão estar lá. E talvez nem seja por não quererem ou por não se importarem digamos antes que é porquê por vezes só nós próprios compreendemos as nossas lutas. Se vai custar? Provavelmente sim. Se nos vai apetecer desistir só por não termos ninguém que nos abrace e diga que vai ficar tudo bem? Podem crer que sim. Mas vai-se a ver e essa é também uma lição que temos que aprender; ir contra o que os outros querem que nós façamos e aprender a dar apoio a nós próprios.

Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011

Come away, come away leave it all far behind you.



Hoje em dia temos mais oportunidade de viajar do que havia há uns trinta anos atrás. Divulgam-se melhor as línguas, há uma globalização permanente, e isto já para não falar dos imensos pacotes de viagens e transportes low cost. Viajar hoje em dia é fácil. Até agora nenhuma novidade. Passam a vida a dizer-nos isso. Dizem-nos a nós, a nova geração, que temos oportunidades de sonho, oportunidades que até antes não existiam. Porém por outro lado, dizem-nos também que nos temos que esfolar vivos para conseguir sobreviver nesta sociedade. Constatam a todo o momento que o nosso futuro é uma maior desgraça do que os tempos de hoje.
E cá estamos nós neste paradoxo. Existem dois padrões – mais coisa menos coisa. Os que asseguram o seu futuro, e os que vivem o presente. Em ambos os casos há uma viagem que está a ser feita. A grande diferença é que uns viajam, e os outros são viajantes. Comecei a dizer que hoje em dia era fácil viajar. Não retiro o que disse. Hoje é realmente fácil viajar. É fácil viajar olhando para o sol, ou para o céu. A viagem da existência é fácil. Às vezes o que nos resta é tomar consciência da mesma. E para tal, teremos que ser viajantes deste presente. Se o futuro é importante? Claro que sim. Contudo de nada nos vale assegurar o futuro se não conseguimos viver o presente. De que nos vale ter dinheiro para comprar uma cara moldura se não temos nenhuma fotografia para lá pôr?
E ser viajante, não é só fazer do mundo a sua casa, indo para todo o lado com a direcção do vento. Aprendi que ser viajante, mais do que nos conhecermos a nós próprios como um mapa e fazer da nossa vida a mala que transportamos, é também ter o espírito de viajar. Se existem oportunidades e promoções para viajar, existem também problemas monetários que nem sempre nos dão um empurrãozinho para uma viajem – muito pelo contrário. Mas não é aí que reside o problema de não viajar. O problema de não viajar reside no facto de não se querer realmente viajar. A maior parte das pessoas quer ir para sítios conhecidos, famosos pois então. Para depois chegarem e mostrarem fotografias delas nos grandes monumentos. E aí é que – na minha opinião – reside o problema.
Viajar é perdemo-nos perto de casa. É ver a lua de diferentes ângulos numa só noite só ao caminhar. Viajar é estar horas a detalhar o mais pequeno botão de flor. Viajar é querer saber o que está perto, antes de ir para longe. E hoje em dia, se não é para ir para longe, as pessoas não saem. Quanto muito para ir dar uma volta a pé durante um dia e chegar exausto a casa! Assim, se querem viajar e me estão a ler, façam uma coisa; Na próxima sexta-feira, ou no próximo fim-de-semana (ou quando vos der jeito) deixem de ir ao shopping, ou de ir tentar a vossa sorte num bar, ou então embebedarem-se até ao extremo e viajem. Peguem numa mochila em amigos e vão por aí. Descubram o que não faziam a mínima ideia que havia para ser descoberto e depois apercebam-se o quanto é realmente fácil viajar tanto de lugar como de estados de emoção. Vão e não se arrependam. O mundo está à vossa espera.